Um dado interessante, pra quem trabalha com Training Peaks: a importância do Taper e como mostrar ao atleta que haverá perda de fitness (CTL), mas que esta seja uma perda aceitável para termos um TSB positivo às vésperas do Evento.

É muito comum vermos atletas , nas últimas semanas de preparação, preocupados em treinar mais porque acham que não foi o suficiente ou , de certa forma, ansiosos com a prova alvo. Quem já treinou um evento como o IRONMAN , entende perfeitamente o que estou falando. Pessoas fazendo intervalado dois dias antes da prova, quando poderiam estar descansando ou treinando em menor intensidade.

Notamos uma preocupação com a perda de condicionamento , com o tempo irá durar o polimento, etc.
Na minha opinião, baseada em tudo o que já li e coloquei em prática ao longo desses 5 anos como treinador, o taper é individual, ou seja, varia de um atleta a outro.

O mais importante neste momento em que estamos próximos à prova alvo do atleta e iniciamos esta fase, é mostrar números, acompanhar bem de perto o final da preparação e manter a comunicação com o mesmo, pois sempre teremos os curiosos ou aqueles que “sabem tudo” sobre treinamento dizendo que “agora é a hora de treinar forte pra chegar bem na prova”.

Quando usamos uma ferramenta como o Training Peaks, o monitoramento do CTL, ATL e TSB é importante para mostrarmos os números ao atleta e o deixarmos mais tranquilo em relação a esta fase final de preparação.

Calcular o TSS de cada sessão de treino, ter noção de quanto TSS teremos ao final da semana, poderá nos dar uma ideia de quanto podemos fazer o atleta “perder pra ganhar” chegando inteiro no dia do evento.

Uma perda aceitável, segundo Jim Vance, seria de 10% do CTL.

O aumento do CTL, para quem não tem a menor noção do que estou falando, está relacionado a média dos últimos 42 dias de TSS (Training Stress Score). O ATL, a média dos últimos 7 dias de treino (TSS). Então, para eu obter um TSB (training stress balance positivo), preciso ter um CTL maior que o ATL, para ter esta métrica positiva. Como segurar a perda de CTL, para obter este valor de TSB positivo? Através do cálculo de TSS de cada sessão de treino dessa fase , consigo gerenciar o quanto eu pretendo que ele perca e qual TSB eu quero que ela tenha perto do evento.

Como exemplo, coloquei o PMC do meu atleta @diego_mcda , ilustrando o que estou dizendo. Dois dias antes do IRONMAN BRASIL, seu TSB estava positivo e ele perdeu os 10% de CTL (só fui ler o livro do Jim Vance três semanas após o IRONMAN). E suas curvas declinaram radicalmente pós IRONMAN, pois ele teve que interromper por dois meses os treinos por conta de uma clavícula e costelas quebradas na prova, mas conseguiu concluir bem, devido ao fato de não ter sido tão grave.

O mais importante disso tudo que estou falando: cada atleta teve uma duração diferente dessa fase de polimento. Isso TAMBÉM é individual , assim como o planejamento de cada atleta.

Aqueles que apresentavam cansaço na reta final, tiveram um tempo maior de polimento.

Portanto, entender a importância dessa fase e como manter o atleta confiante e seguro de tudo que está sendo feito é fundamental. Até hoje , foram 37 atletas largando e 37 FINISHER’s

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